Melancolia. Abro uma janela do browser e abro os favoritos; procuro a pasta blogs em busca de panaceia. Escolho um cujo nome me parece sugestivo. Não me lembro de alguma vez o ter visitado. Ignoro que conteúdo encerra. Mas o nome chama-me.
Scroll down, melancolicamente. Há uma imagem que me chama a atenção. Leio a palavra por baixo da imagem. A palavra prende-me. Gelo o olhar emocionado, para evitar a silente irrigação do sentimento. Desfoco o olhar e procuro desfocar a atenção. Mas a atenção é uma coisa curiosa: se se tenta forçá-la, foge-nos; e, tentando evadirmo-nos dela, mais nos prende.
Foi assim que fiquei, em branco, presa àquele momento de onde queria partir mas que se tornou eterno.
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