Tinha-se sentado à janela e fumava, os olhos postos no rio.
- Maríisssa? – (o meu nome na américa latina tem insuspeitas sibilâncias, longas agudezas. Parece cantar.) – diz Pauly. E olha para mim ainda com os olhos cheios de rio. Dizem às vezes que os sorrisos bailam, mas não sei muito bem se era o sorriso, se eram os olhos, ou o rio dentro dos olhos... Parecia que bailava o ar entre nós, como às vezes acontece ao fim da tarde, em que há um silêncio diferente e o céu fica cor de rosa e se levanta um vento leve que faz bailar as cortinas nas janelas e o rio nos olhos de Pauly.
(E os seus olhos parecem dizer: Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.)
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário