Era um poeta que tinha uma casa à beira da água; a casa tinha um jardim, e no jardim havia dois plátanos.
O poeta sentava-se no jardim a escrever; escrevia sobre o que o rodeava: a casa, o jardim, o mar ao longe... Mas por mais que tentasse, não conseguia falar dos plátanos; procurou e procurou, mas nunca encontrou rima para plátanos.
Por isso mandou arrancar as árvores, e plantar antes dois ciprestes - que rima com agrestes.
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