Acordei no pânico de já ser manhã. Que madrugada foi esta?
Abro os olhos devagarinho, que a consciência acordara ainda antes de mim. Desperto lentamente, languescente, a custo mas com urgência, neste dia de inverno.
Ontem à noite choveu. Foi uma noite de inverno mas com primaveras no ventre. A chuva miúda precipitou a partida. A chuva, o frio, o sono e depois o chegar a casa. Onde tudo é quente e familiar, onde a realidade se conjuga como um sonho. Estarei já a dormir?
A manhã desponta com luz mas sem som. Um silêncio pesado que se desenrola pelo quarto, sobre os móveis. Acordo ainda como num sonho, dentro do sono. Debato-me com a vigília e a dúvida, ainda emaranhada no sono, ainda quente, envolvida, segura.
Manhã...? Como, se ainda agora tremia de frio, molhada da chuva? Se ainda agora tremia de sono, embalada de vermelhos, sem relógios, sem palavras, sem dúvidas, sem medo, sem hesitação...
Se calhar estou ainda a sonhar.
Levanto-me, sacudo o silêncio, vou à janela: manhã, sem dúvida. Com efeito choveu. Lá fora, não se vê vivalma. O chão molhado não deixa margem para dúvidas. Hoje é a manhã da noite de ontem.
Lá fora, um arco-íris.
Abro os olhos devagarinho, que a consciência acordara ainda antes de mim. Desperto lentamente, languescente, a custo mas com urgência, neste dia de inverno.
Ontem à noite choveu. Foi uma noite de inverno mas com primaveras no ventre. A chuva miúda precipitou a partida. A chuva, o frio, o sono e depois o chegar a casa. Onde tudo é quente e familiar, onde a realidade se conjuga como um sonho. Estarei já a dormir?
A manhã desponta com luz mas sem som. Um silêncio pesado que se desenrola pelo quarto, sobre os móveis. Acordo ainda como num sonho, dentro do sono. Debato-me com a vigília e a dúvida, ainda emaranhada no sono, ainda quente, envolvida, segura.
Manhã...? Como, se ainda agora tremia de frio, molhada da chuva? Se ainda agora tremia de sono, embalada de vermelhos, sem relógios, sem palavras, sem dúvidas, sem medo, sem hesitação...
Se calhar estou ainda a sonhar.
Levanto-me, sacudo o silêncio, vou à janela: manhã, sem dúvida. Com efeito choveu. Lá fora, não se vê vivalma. O chão molhado não deixa margem para dúvidas. Hoje é a manhã da noite de ontem.
Lá fora, um arco-íris.
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